Escrevi em uma postagem anterior a esta sobre a necessidade de regulamentação das mídias. Disse que a maioria dos mídias brasileiros pertenciam a apenas 10 famílias e que, portanto, pelo menos 80% de toda a informação que circula no país seria parcialmente favorável ao que essas 10 famílias desejam.
Para acabar com os conglomerados de mídia, uma das propostas que já foi feita é acabar com a chamada propriedade cruzada. Lembra quando eu falei dos Sirotsky que são donos de jornais como Zero-Hora, Diário Gaúcho, também da Rádio Gaúcha, RBS TV? Então, se a propriedade cruzada fosse proibida, os Sirotsky não poderiam ter todos esses jornais, rádios e emissoras na sua mão.
Desta maneira, os meios seriam democratizados e não veríamos mais apenas um pequeno grupo de pessoas comandando a maioria dos mídias e influenciando na informação que chega a maioria da população. O objetivo é fazer com que mais pessoas comandem jornais, rádios e emissoras de TV, para que as informações que chegam ao grande público sejam mais plurais e apresentadas com contraponto.
Contudo, não é apenas isso que está em jogo. Explicarei agora um outro problema que pode ser resolvido com a democratização dos meios.
A última vez que vi o presidente do sindicado dos jornalistas do RS, se não me engano, vi ele comentar que propriedade cruzada já é crime. Contudo, essas empresas utilizam o selo de "Grupo RBS", por exemplo, para justificar o comando de tantos meios de comunicação.
Provavelmente numa proposta de democratização dos meios, as leis seriam endurecidas e a propriedade cruzada seria proibida até mesmo nos termos de um "grupo" de mídia. Talvez você que não é da área da comunicação considere isso algo desnecessário, mas para quem é do jornalismo, terminar com os conglomerados de mídia é algo fundamental. Até mesmo pela questão trabalhista, digamos assim.
Há algumas décadas atrás, a maioria dos jornalistas que saía da faculdade, saía sendo especialista numa área específica, por assim dizer. Ele era um repórter fotográfico, ou era um repórter de televisão, ou era um repórter de jornal impresso, ou era um editor de vídeo, ou era um repórter de rádio, etc. Cada uma das áreas em que atuava tinha sua características específicas. Assim, se ele seguia a sua carreira em um meio de comunicação, seria muito difícil que alguém tomasse o seu lugar vindo de outra área. Era quase impossível que um jornalista de jornal impresso pudesse tomar o lugar de um jornalista de televisão, por exemplo.
Mas com o advento da internet, os conglomerados de mídia acharam uma maneira de extrair mais de seus trabalhadores com menos custo. Surgiu, então, no meio comunicacional o termo "repórter multimídia". Esse sujeito sai da faculdade sabendo trabalhar em rádio, TV, impresso e web, sendo um "especialista" nesses quatro meios.
O que seria muito bom para o jornalismo se o capitalismo não falasse mais alto dentro das redações. Os empresários começaram a pensar: eu tenho um jornalista que faz o trabalho de 4 pessoas, então eu posso demitir outras 3 e ainda não terei o rendimento comprometido.
Provavelmente foi assim que neste ano mesmo a RBS demitiu 130 profissionais. Suponho que eles sobrecarregaram mais os "repórteres multimídia" e mandaram embora aqueles que estavam acostumados a trabalhar em apenas um meio de comunicação.
E o que tudo isso tem a ver com democratização dos meios e regulamentação das mídias? Simples. Isso acontece por causa da propriedade cruzada. Esses repórteres multimídia atuam em vários veículos diferentes dentro do selo do Grupo. Por exemplo: o cara pode escrever para Zero-Hora, ao mesmo tempo em que tem que atuar na Rádio Gaúcha e também participa de algum programa da RBS. Já vi falar de alguns casos de pessoas que trabalham dessa maneira, mas prefiro não dar nomes.
Com o fim da propriedade cruzada, o jornalista vai trabalhar apenas dentro de uma empresa. Claro, pode ser que ele seja um repórter multimídia dentro dessa única empresa. Por isso o debate tem que ser mais profundo dentro dessa história de regulamentação das mídias. E por isso deve-se observar os interesses de quem quer propor a regulamentação. Será que essas pessoas estão se importando com o modo de trabalho dos profissionais da comunicação? Se não estiverem, é papel nosso alertá-los de que existem muitos pormenores a serem pensados. Mas para isso, é preciso vencer um outro problema chamado "controle das mídias".
É claro que os donos dos conglomerados de mídia não ficarão quietinhos esperando alguém acabar com o negócio deles. Tentarão levar o assunto para a "liberdade de imprensa", que não é o que está em questão. Farão isso para desviar o real objetivo do debate.
Mas esse assunto rende um post separado. Até lá podemos ir pensando mais sobre esse assunto conhecendo melhor o que aqueles que são contrários a regulamentação das mídias. Foi por isso que coloquei aquele link no parágrafo anterior. Trata-se de um texto do Luiz Felipe Pondé falando em controle da mídia.
Até a próxima, pessoal.
Picasso do Pedaço
terça-feira, novembro 04, 2014
O Mito da Caverna em Madagascar
Vi esta semana o filme Madagascar 3. Acho que estou bem atrasado para comentar, mas ainda é válido...
Em um determinado momento do filme, os animais que estavam procurando voltar para casa estão em frente ao zoológico onde sempre viveram. Quando estão prestes a entrar, eles se dão conta que eram mais felizes fora das suas jaulas do que dentro delas.
Isso lembra muito o chamado "mito da caverna", uma alegoria criada por Platão para explicar esse processo de enxergar as coisas como elas são. Na história criada por Platão, algumas pessoas eram colocadas para viver dentro de uma caverna, sem contato com o exterior desde que nasceram. Lá eles viam apenas sombras de formas colocadas diante do fogo. Elas admiravam essas sombras achando que elas eram reais. Até que um dia, uma dessas pessoas saiu da caverna e vislumbrou o mundo tal como ele é. Quando voltou para avisar seus amigos das coisas que tinha visto, foi ignorado e chamado de louco por aqueles que não acreditavam numa vida fora da caverna.
Alex, Marty, Melman e Gloria (protagonistas de Madagascar) não percebiam o quanto sua vida era limitada enquanto viviam dentro do zoológico. Depois que saíram, não quiseram voltar mais. Experimentaram aventuras, situações inusitadas, perigos, e conheceram seres que eram semelhantes a eles. Para o quarteto, aquilo tornou-se felicidade. Viver numa jaula agora lhes seria extremamente doloroso.
Vemos o mesmo pano de fundo em Matrix. A nossa vida real seria uma ilusão criada por máquinas para nos deixar adormecidos enquanto sugavam nossa energia. Nesse sentido, Matrix vai mais além no mito da caverna porque indica que existe alguém se aproveitando da ignorância de quem está adormecido.
Minha pergunta para você, leitor, é se você não está vivendo numa caverna. Se não está se deixando levar por pessoas que preferem mantê-lo na ignorância enquanto se aproveitam da sua energia. Se você parar para pensar, talvez encontre alguma resposta. Mas é muito pouco provável que faça isso se não experimentar coisas diferentes. Situações que talvez não encontraria dentro da sua zona de conforto.
Platão utilizou essa alegoria para explicar algo sobre a sociedade que talvez de outra forma não seria compreendida tão facilmente. O problema é que se passaram milênios e ainda vivemos sobre os mesmos grilhões. Talvez seja por isso que a indústria cultural tente utilizar essas analogias para explicar algo complicado, e mesmo assim tem gente que não está entendo.
Se tudo isso te despertou o mínimo de curiosidade, então pense. Pense muito e saia da sua zona de conforto. Quem sabe sua vida possa tomar um outro rumo depois.
domingo, novembro 02, 2014
Necessidade de regulamentação das mídias
Nunca escrevi nada sobre regulamentação das
mídias. Mas acho que o debate vai esquentar sobre os próximos meses, então vale
a pena começar a pensar neste assunto.
Na Semana Integrada de Comunicação, o Professor Reginaldo
Teixeira (UFSM) afirmou para uma plateia formada por estudantes de RP,
jornalismo e PP que quando a pauta do "controle da mídia" (palavras
dele) estivesse pegando fogo daqui a alguns meses, nós "ficaríamos
agarradinhos com Veja e outros medias contra a proposta do Governo".
Acho que foi uma provocação intelectual (o que é justo e digno), mas espero que
nunca precise ver essa cena de ter que estar do mesmo lado da Veja, Globo, RBS
e afins.
Vou explicar meus motivos. Mas já adianto que para escrever tudo, terei que escrever uns textos bem grandes. Por isso não compartilho no Facebook e deixo tudo aqui no blog. Nesta postagem, tratarei apenas da necessidade de regulamentação da mídia. Sem aprofundar muito em como eu acho que isso deveria acontecer e sem considerar a hipótese de controle e sem debater sobre democratização dos meios. Quero que você leitor entenda apenas a "origem" do problema.
Por que regulamentar as mídias é necessário?
A grande maioria dos jornalistas são defensores da liberdade
de expressão e de imprensa, sejam eles de direita ou de esquerda (você pode
questionar essa afirmação, mas há de reconhecer que eles defendem ao menos a
sua própria liberdade de imprensa). O problema começa quando começamos a observar
os conglomerados de mídia e o quanto isso influencia na prática do jornalismo
do país.
A família Civita, por exemplo, uma das mais ricas do Brasil, é a dona do grupo Abril. Eles controlam umas 40 revistas, mais ou menos, distribuídas
nacionalmente. São as publicações de maior alcance e maior renome no mercado,
como a Veja, Super Interessante, Playboy, VIP, Exame, Quatro Rodas, e até as de fofoca como Caras, Contigo e
Tititi.
Quando falamos em conglomerados de mídia, devemos nos questionar: será que os Civita deixariam que
alguma coisa errada da parte deles fosse publicada em alguma das suas revistas?
Acha que algo que prejudica o negócio deles seria publicado mesmo que seja
informação de interesse público? Será que eles não favoreceriam em suas publicações fatos que fossem de interesse econômicos deles? Eu acho que eles são capazes disso. E você?
O mesmo acontece com a Grupo RBS, do qual faz parte os
maiores jornais, rádios e emissoras do RS e também de SC, como: Zero-Hora, Diário de
Santa Maria, Diário Gaúcho, Rádio Gaúcha, RBS TV, e etc. Todos controlados
pela família Sirotsky.
De novo a pergunta: Você acha que os Sirotsky deixariam que os
jornalistas publicassem algo que fosse contra os seus próprios interesses? Acha
que eles publicariam coisas contra seus parceiros e aliados? Aliás, tivemos um
caso curioso em SC há algum tempo. O filho de um dos donos da RBS estuprou uma
menina e o assunto quase que passou despercebido pela imprensa do Estado. Não
fosse a internet, acho que ninguém teria ficado sabendo (por acaso, o
jornalista que denunciou a história foi encontrado morto depois. A polícia
chegou a conclusão de que ele havia cometido suicídio).
E o mesmo acontece com a Rede Globo de Televisão. A família
Marinho (a mais rica do Brasil) controla uma grande quantidade de jornais,
revistas, rádios e a maior emissora de TV do Brasil. E esses não só escondem
informação de interesse público como também tentam influenciar no processo
eleitoral brasileiro, e também criticam os movimentos sociais e ações
grevistas, assim como a Veja. A Rede Globo tem um passado negro na história do Brasil: foram favoráveis ao Golpe de 64, influenciaram as eleições de 89, sempre distorceram informações a respeito de manifestações e greves que eles não concordavam, etc.
Resumindo: eles não apenas escondem informação, como fazem
um escarcéu quando se trata de algo que é contra os grupos que estão contrários
aos seus interesses. Acho que é um direito da imprensa assumir lados e fazer
enfrentamento ao que eles consideram errado, mas não é justo que um punhado de famílias (menos de 10) controlem praticamente todos os mídias e influenciem mais de 80% da informação que corre pelo país. Pensando dessa forma,
até duvido que haja liberdade de imprensa de verdade no Brasil. Se os
jornalistas precisam se reportar aos mesmos interesses dos donos da empresa,
então é claro que tem muitas informações que vão para debaixo do tapete. Não
seria isso um tipo de censura? Não seria uma forma de impedir o jornalista de
realizar o seu trabalho de informar a sociedade e de questionar? Tenho certeza
que muitos profissionais que estão nessas empresas precisam reter informação
frequentemente. Pensando dessa forma, censura já existe no Brasil. Só não
acontece por parte do Estado, mas acontece por meio dos conglomerados de mídia.
Também há de se reconhecer que muitas pessoas só consomem informações por esses mesmos veículos. Logo, eles não tem um contato com as visões opostas e os contrapontos daquilo que é dito na Veja, na Globo ou na RBS. Assim, muitas pessoas ficam mal informadas, na verdade.
Fica claro para mim que uma regulamentação é
necessária. Não é justo que um pequeno grupo controle praticamente toda a
informação que circula na mídia brasileira. Não é justo que um punhado de
pessoas decida o que você pode e o que você não pode saber.
Como essa regulamentação vai acontecer é outra história que já não cabe neste post. Mas espero que você perceba que do jeito que está não dá
para ficar. Isso que estou observando apenas pelo aspecto do público
consumidor. Se formos colocar outros fatores aí, então você vai ver que existe
mais coisa para pensar. Mas sigo em outros posts...
sábado, outubro 25, 2014
Combate às drogas
Ontem quando a eleitora falou sobre o o menino na favela que foi morto pelo tráfico por causa de 50 reais, eu fiquei pensando muito no assunto. A mulher parecia sincera no desejo de querer que alguém resolva o problema do crime organizado e tráfico de drogas no Brasil. Mas, infelizmente, nenhum dos candidatos propôs algo que realmente fosse terminar com os traficantes. Resolvi escrever esse post só porque sei que no meu Facebook tem bastante gente que acredita que Aécio Neves e Dilma estão corretos em defender um combate mais forte às drogas.
Nas minhas aulas de marketing, há algum tempo, aprendi que enquanto houver demanda por um produto, haverá mercado para a oferta. Isto é, enquanto existir gente para consumir, haverá gente para vender drogas para esse público consumidor. É uma fantasia da população achar que aumentando o número de policiais, fechando fronteiras, metendo gente na cadeia e espancando usuários, que o consumo de drogas vai diminuir ou deixar de existir. Mesmo que todas essas medidas sejam tomadas, o mercado ilegal das drogas vai se remodelar, se reinventar, se transformar para atender a demanda dos consumidores. Até mesmo policiais entram no jogo de manter o sistema como está porque muitos são usuários, ou são corrompidos pelos traficantes ou mesmo tem o seu produto para a venda.
A proposta que se tem feito nas academias é de legalização. Assim, o Estado se apropria do mercado de entorpecentes e consegue tirar o usuário do contato direto com o traficante, minimizando assim os riscos de que alguém seja morto por 50 reais, como citou a eleitora do debate.
Mas a legalização é mal vista por 80% da sociedade brasileira. Muitos por motivos religiosos, tradicionais e por puro desconhecimento a respeito de cada uma delas. Tem gente, por exemplo, que acha que maconha é tão perigosa quanto o crack, quanto a heroína. Quando na verdade a maconha nunca fez uma vítima sequer. Diferente do álcool que é legalizado e causa milhares de mortes no mundo inteiro.
O debate em torno da maconha é mais forte porque muitos já reconhecem que ela não é tão perigosa assim como dizem. As pesquisas científicas já estão apontando até benefícios de seu uso, mas ela só não está disponível de forma legal porque temos a tradição de odiá-la.
Geralmente quem é contra acredita que liberando a maconha todo mundo vai sair se "chapando" por aí. Que um adolescente de 13 anos vai comprá-la tão facilmente na vendinha da esquina e que isso será perigoso até para quem não é usuário, que vai sentir desejo de usar e terá acesso mais fácil à maconha.
Contudo, é preciso alertar que da forma atual é mais fácil de encontrar a maconha e mais difícil saber quem é usuário dela. Os traficantes têm sofisticadas formas de distribuição dos seus produtos e muitos deles nós nem notamos. A maconha e outras drogas já podem estar acessíveis a seus filhos e você sequer sabe disso. Mas se estivesse legalizada, você saberia onde ela está e saberia se seu filho estivesse consumindo o produto legalizado. Seria mais fácil de trata-lo e fazê-lo abandonar o consumo desses entorpecentes.
Outra coisa que é importante saber é que existem várias propostas de legalização. Algumas falam que a maconha deve ser vendida nas farmácias com controle (como faz o Uruguai). Outros acham que deve ser liberado em clubes exclusivos para o uso, outros que acham que as pessoas devem ter o direito de produzir em casa para consumo próprio. Cada uma das propostas tem implicações diferentes. Mas não conseguimos evoluir o debate porque ainda vivemos a premissa religiosa de um combate ao mal por meio da força.
Ressalto que reconheço o perigo para a saúde que é a utilização de drogas. Não estou fazendo uma apologia ao seu uso, mas apenas reconhecendo que a atual forma de combate às drogas não funciona. Precisei me desprender de muitas tradições religiosas para entender isso como política pública e não como um valor moral da sociedade. Quer dizer, entendo o consumo de drogas como algo moralmente errado. Mas entendo que a legalização dela é uma forma de combate ao tráfico e que portanto isso não significa uma depravação moral da sociedade.
Nas minhas aulas de marketing, há algum tempo, aprendi que enquanto houver demanda por um produto, haverá mercado para a oferta. Isto é, enquanto existir gente para consumir, haverá gente para vender drogas para esse público consumidor. É uma fantasia da população achar que aumentando o número de policiais, fechando fronteiras, metendo gente na cadeia e espancando usuários, que o consumo de drogas vai diminuir ou deixar de existir. Mesmo que todas essas medidas sejam tomadas, o mercado ilegal das drogas vai se remodelar, se reinventar, se transformar para atender a demanda dos consumidores. Até mesmo policiais entram no jogo de manter o sistema como está porque muitos são usuários, ou são corrompidos pelos traficantes ou mesmo tem o seu produto para a venda.
A proposta que se tem feito nas academias é de legalização. Assim, o Estado se apropria do mercado de entorpecentes e consegue tirar o usuário do contato direto com o traficante, minimizando assim os riscos de que alguém seja morto por 50 reais, como citou a eleitora do debate.
Mas a legalização é mal vista por 80% da sociedade brasileira. Muitos por motivos religiosos, tradicionais e por puro desconhecimento a respeito de cada uma delas. Tem gente, por exemplo, que acha que maconha é tão perigosa quanto o crack, quanto a heroína. Quando na verdade a maconha nunca fez uma vítima sequer. Diferente do álcool que é legalizado e causa milhares de mortes no mundo inteiro.
O debate em torno da maconha é mais forte porque muitos já reconhecem que ela não é tão perigosa assim como dizem. As pesquisas científicas já estão apontando até benefícios de seu uso, mas ela só não está disponível de forma legal porque temos a tradição de odiá-la.
Geralmente quem é contra acredita que liberando a maconha todo mundo vai sair se "chapando" por aí. Que um adolescente de 13 anos vai comprá-la tão facilmente na vendinha da esquina e que isso será perigoso até para quem não é usuário, que vai sentir desejo de usar e terá acesso mais fácil à maconha.
Contudo, é preciso alertar que da forma atual é mais fácil de encontrar a maconha e mais difícil saber quem é usuário dela. Os traficantes têm sofisticadas formas de distribuição dos seus produtos e muitos deles nós nem notamos. A maconha e outras drogas já podem estar acessíveis a seus filhos e você sequer sabe disso. Mas se estivesse legalizada, você saberia onde ela está e saberia se seu filho estivesse consumindo o produto legalizado. Seria mais fácil de trata-lo e fazê-lo abandonar o consumo desses entorpecentes.
Outra coisa que é importante saber é que existem várias propostas de legalização. Algumas falam que a maconha deve ser vendida nas farmácias com controle (como faz o Uruguai). Outros acham que deve ser liberado em clubes exclusivos para o uso, outros que acham que as pessoas devem ter o direito de produzir em casa para consumo próprio. Cada uma das propostas tem implicações diferentes. Mas não conseguimos evoluir o debate porque ainda vivemos a premissa religiosa de um combate ao mal por meio da força.
Ressalto que reconheço o perigo para a saúde que é a utilização de drogas. Não estou fazendo uma apologia ao seu uso, mas apenas reconhecendo que a atual forma de combate às drogas não funciona. Precisei me desprender de muitas tradições religiosas para entender isso como política pública e não como um valor moral da sociedade. Quer dizer, entendo o consumo de drogas como algo moralmente errado. Mas entendo que a legalização dela é uma forma de combate ao tráfico e que portanto isso não significa uma depravação moral da sociedade.
sábado, setembro 13, 2014
Interpretações malucas - Daniel na Cova dos Leões
Ainda tomo alguns sustos quando descubro que uma música que eu escuto frequentemente fala de coisas que eu nem imagino. Foi assim com "Novos Horizontes" dos Engenheiros do Hawaii, e está sendo assim agora com "Daniel na Cova das Leões" da Legião Urbana.
Gosto dessa música por causa de dois versos:
Mas, tão certo quanto o erro de ser barco a motor
e insistir em usar os remos
Na minha antiga interpretação da música, esses versos significavam que as pessoas não aproveitavam completamente o seu potencial. E isso poderia ser para várias formas de potencial, nada muito específico.
Aí um belo dia entrei num fórum para ver como as pessoas entendiam a mesma música. E foi aí que a minha interpretação acabou mudando. De acordo com algumas pessoas, "Daniel na Cova dos Leões" fala sobre homossexualidade.
Aí comecei a pensar e ouvir a música mais atentamente.
Os primeiros versos, de fato, falam de toques físicos, relações sexuais, mas nada que
especificasse que fosse com alguém do mesmo sexo.
Aquele gosto amargo do teu corpo
Ficou na minha boca por mais tempo.
De amargo, então salgado ficou doce,
Assim que o teu cheiro forte e lento
Fez casa nos meus braços
Então vem os versos que esclarecem tudo:
Teu corpo é meu espelho e em ti navego
E eu sei que a tua correnteza não tem direção.
Aí claramente fala de corpos iguais ou semelhantes. Se o corpo da outra pessoa é um espelho, é porque é reflete o mesmo corpo do autor da música. Foi aí que me caiu os butiá dos bolsos e que toda a música mudou, e até a parte do barco e dos remos mudou de sentido.
Mas, tão certo quanto o erro de ser barco a motor
e insistir em usar os remos
Talvez essa parte fale sobre pessoas que não aceitam. Se o sujeito é homossexual e continua tentando fingir que é hétero, é como se fosse um barco a motor e continuasse tentando usar os remos. Talvez Renato Russo estivesse falando de uma pessoa específica. Alguém que ainda não tivesse se assumido, já que em outros momentos ele fala sobre "o segredo mais sincero" e "o teu medo de ter medo de ter medo". Se formos livres para imaginar, talvez o nome do sujeito fosse até "Daniel", ou o que mais explicaria esse título? Não se tem como saber...
Só sei que fiquei surpreso quando li essa interpretação. Lógico que quando se trata de música, cada interpretação pode ser diferente. Talvez um outro sujeito, com outra história de vida, ouça a mesma música e pense que ela fala de algo diferente. Tanto que para mim, essa música falava de outros conflitos amorosos. Vai saber, né?
Não consegui "embedar" o vídeo aqui no Blogger, mas pode ouvir neste link.
Até mais.
Gosto dessa música por causa de dois versos:
Mas, tão certo quanto o erro de ser barco a motor
e insistir em usar os remos
Na minha antiga interpretação da música, esses versos significavam que as pessoas não aproveitavam completamente o seu potencial. E isso poderia ser para várias formas de potencial, nada muito específico.
Aí um belo dia entrei num fórum para ver como as pessoas entendiam a mesma música. E foi aí que a minha interpretação acabou mudando. De acordo com algumas pessoas, "Daniel na Cova dos Leões" fala sobre homossexualidade.
Aí comecei a pensar e ouvir a música mais atentamente.
Os primeiros versos, de fato, falam de toques físicos, relações sexuais, mas nada que
especificasse que fosse com alguém do mesmo sexo.
Aquele gosto amargo do teu corpo
Ficou na minha boca por mais tempo.
De amargo, então salgado ficou doce,
Assim que o teu cheiro forte e lento
Fez casa nos meus braços
Então vem os versos que esclarecem tudo:
Teu corpo é meu espelho e em ti navego
E eu sei que a tua correnteza não tem direção.
Aí claramente fala de corpos iguais ou semelhantes. Se o corpo da outra pessoa é um espelho, é porque é reflete o mesmo corpo do autor da música. Foi aí que me caiu os butiá dos bolsos e que toda a música mudou, e até a parte do barco e dos remos mudou de sentido.
Mas, tão certo quanto o erro de ser barco a motor
e insistir em usar os remos
Talvez essa parte fale sobre pessoas que não aceitam. Se o sujeito é homossexual e continua tentando fingir que é hétero, é como se fosse um barco a motor e continuasse tentando usar os remos. Talvez Renato Russo estivesse falando de uma pessoa específica. Alguém que ainda não tivesse se assumido, já que em outros momentos ele fala sobre "o segredo mais sincero" e "o teu medo de ter medo de ter medo". Se formos livres para imaginar, talvez o nome do sujeito fosse até "Daniel", ou o que mais explicaria esse título? Não se tem como saber...
Só sei que fiquei surpreso quando li essa interpretação. Lógico que quando se trata de música, cada interpretação pode ser diferente. Talvez um outro sujeito, com outra história de vida, ouça a mesma música e pense que ela fala de algo diferente. Tanto que para mim, essa música falava de outros conflitos amorosos. Vai saber, né?
Não consegui "embedar" o vídeo aqui no Blogger, mas pode ouvir neste link.
Até mais.
terça-feira, agosto 12, 2014
Novos Horizontes para Robin Williams
Antes de mais nada, espero que você não concorde com este texto. Mas espero que entenda onde está indo minha mente e que não pense que eu sou tão louco assim. Vou comentar algo que exige uma dose bem alta de cuidado e não quero motivar nenhuma pessoa desequilibrada a cometer uma loucura. Então, se você anda meio depressivo, é melhor parar por aqui...
Não desistiu? Então siga adiante, mas não faça nada que vá entristecer alguém depois..
Ok. Vamos lá.
Esses dias eu conversava com um amigo meu que falava que a música "Novos Horizontes" dos Engenheiros do Hawaii era sobre a iniciação à Maçonaria do Humberto Gessinger. Na minha cabeça, essa interpretação era pura bobagem. Se bem que não adiantava nada, meu entendimento da música é tão louco quanto o dele. Vai da percepção de cada um...
Eu interpretei "Novos Horizontes" como uma música que fala sobre depressão, ruptura e suicídio. Mas nesse último ponto, de forma bem "subliminar". Vou tentar explicar de uma forma clara o que me surgiu.
A música começa com os seguintes versos:
"Corpos em movimento
Universo em expansão
O apartamento que era tão pequeno
Não acaba mais"
Quem constrói a ponte
Não conhece o lado de lá"
Não desistiu? Então siga adiante, mas não faça nada que vá entristecer alguém depois..
Ok. Vamos lá.
Esses dias eu conversava com um amigo meu que falava que a música "Novos Horizontes" dos Engenheiros do Hawaii era sobre a iniciação à Maçonaria do Humberto Gessinger. Na minha cabeça, essa interpretação era pura bobagem. Se bem que não adiantava nada, meu entendimento da música é tão louco quanto o dele. Vai da percepção de cada um...
Eu interpretei "Novos Horizontes" como uma música que fala sobre depressão, ruptura e suicídio. Mas nesse último ponto, de forma bem "subliminar". Vou tentar explicar de uma forma clara o que me surgiu.
A música começa com os seguintes versos:
"Corpos em movimento
Universo em expansão
O apartamento que era tão pequeno
Não acaba mais"
Quando ouço que o apartamento que era tão pequeno e que agora não acaba mais, lembro-me de alguns dias de tristeza meus em que a mente ia bem longe. Certa vez, quando tive alguns problemas relacionados ao estresse, um médico me perguntou se eu tinha "sentimento de fuga". Algo do tipo: querer abandonar suas atividades, seu trabalho, família, e partir para um outro rumo qualquer. Sim, eu tinha esse sentimento de fuga. Acho que nunca fui feliz fazendo o que os outros mandavam ao invés de fazer o que eu mesmo queria fazer. E isso te deprime em certo momento da vida. Quando você nota que está dedicando muita vida para que os outros se deem bem as suas custas, você fica chateado. Mas o pior de tudo é quando você se sente preso a sua realidade. Como sempre fui pobre, não tive outras opções a não ser trabalhar por um mísero salário mínimo (Isso me lembra outra música - "No surprises"-, quando o Thom Yorke canta "A job that slowly kills you"...)
Em determinado momento, senti que aquilo estava matando a minha vida. Eu estava virando um tipo de escravo do trabalho, da vida, dos outros, de tudo. Passava o dia inteiro recebendo ordens, às vezes umas mijadas, umas indiretas, ganhando inimigos gratuitamente, aguentando o mau humor dos outros, usando botas de jardineiro na frente da tela de um computador, e ganhando um salário de miséria.
Foi nesse momento que veio meio o sentimento de depressão. Aquele momento de "Não tenho para onde ir, mas não quero ficar". Eu poderia trocar de emprego, mas a realidade é a mesma em qualquer lugar. Não há escapatória quando você nasceu pobre. Uma hora você sente que precisa romper com tudo, que você tem que se desconectar dessa coisa louca e procurar um Novo Horizonte. Então, eu voltei para minha cidade natal para terminar a faculdade de jornalismo e fazer algo que eu gostasse. Diziam-me na época que o conhecimento abriria portas para mim, que eu teria outras oportunidades. Só que então o sentimento de ruptura se acentuou, mas isso não vem ao caso agora. Conto numa outra postagem em outro dia...
Entendo que "aquele sentimento que era passageiro" e que agora "não acaba mais", toma conta da gente. Num certo momento da vida, você percebe que tudo é ruim, tudo incomoda, tudo é problemático. Então você tem três caminhos a tomar: ou você abraça uma causa na qual você se engaja para o resto da vida e luta por ela, ou você desiste e vai para sua casa tentar ser um ignorante de novo para tentar feliz. (ignorance is bliss - Ramones), ou ainda se corrompe e tenta dominar os outros com a inteligência que você tem.
Eu tomei a primeira opção. Preferi abraçar algumas causas e lutar por elas para o resto da vida, ou até eu desistir. E quando se desiste, aí que é que começa de novo o problema...
Quando desiste, você sente que precisa de novos horizontes outra vez. Mas e se a vida não te dá mais opções? Você já se decepcionou o bastante para continuar e sabe que não vai conseguir ficar em casa de pijama assistindo TV, porque você não aguenta. Ignorância não tem nada a ver com você. E você também não consegue se corromper. Você fica num beco sem saída porque não sabe o que vai ser da sua vida...
Tudo o que você quer neste momento é "explodir as grades e voar". Você "não [tem] para onde ir, mas não [quer] ficar". Precisa se libertar de alguma forma, mas não sabe como. Até que então, surge a ideia mais louca que poderia surgir. Você sente que a vida chegou ao final e que você não tem mais nada para fazer aqui. Que é hora de parar porque continuar a existir aqui te faz infeliz.
"Novos horizontes
Se não for isso, o que será?Quem constrói a ponte
Não conhece o lado de lá"
A gente ainda não conhece o outro lado. Mas quem pensa em ir, supõe que esse outro lado exista ("todo suicida acredita na vida depois da morte" - Engenheiros do Hawaii)
Pensar na morte chega a parecer tentador. Pode ser um mundo maravilhoso, mais legal, menos doloroso... quem sabe? Em contraste com essa vida triste que a gente tem aqui, explorar um mundo novo pode parecer interessante... E é neste ponto que se percebe que "O que não tem fim sempre acaba assim". Essa é a última forma de libertação que o indivíduo pensa que tem, e nesta altura ele já não tem medo porque superou a necessidade de vida...
-x-
Neste dia 11 de agosto, muitos ficaram chateados pela morte do ator Robin Williams. As notícias diziam que ele sofria de depressão, que lutava contra o alcoolismo e que era investigada a hipótese de suicídio. Quando ouvi a notícia, imediatamente lembrei da música dos Engenheiros do Hawaii.
Não fiquei triste por ele. Talvez ele tenha se libertado enquanto não percebíamos que somos nós que estamos presos aqui. Se foi suicídio mesmo, em breve saberemos. Mas fato é que essas pessoas não se sentem bem aqui na nossa vida. Não gostam de se sentir reguladas. Não suportam sua impotência diante da crueldade do mundo. E odeiam quando percebem que estão presas...
Acho que essas pessoas muito geniais chegam nestes pontos de crise que eu citei anteriormente mais facilmente. Deve ser complicado para elas perceberem que precisam de um novo horizonte e acabar não encontrando nada por aqui...
Caminhando por essas veredas, tem um texto que saiu no Estadão (mais lúcido do que este aqui) que explica até onde vai a loucura desses artistas.
Caminhando por essas veredas, tem um texto que saiu no Estadão (mais lúcido do que este aqui) que explica até onde vai a loucura desses artistas.
-x-
Mas antes que você fique preocupado, não estou pensando em suicídio. hehehe
Aprendi a valorizar o que a vida tem de bom. Gosto de dias de sol, de jogar volei, de ver o mar, de tomar um banho de chuva, de conversar com meus amigos e não pretendo me desfazer desses momentos prazerosos tão cedo. Mas confesso que estou rompendo com muita coisa na minha vida. Já não penso em uma carreira de sucesso, por exemplo. Algumas coisas não têm mais valor e quero me desfazer para não ser infeliz. Mas não pretendo provocar minha própria morte para isso.
Mas se, de fato, o Robin Williams cometeu suicídio, não o julgo por isso. Nem o Phillipp Seymour Hoffmann, que morreu devido ao uso de drogas. Nem ninguém que achou que já estava na hora de sair. Aliás, acho que alguns ainda vão se despedir antes do que a gente prevê nesse meio artístico. Sempre suspeitei que esses caras muito geniais não gostam de estar presos, aí se "soltam". E acho que há alguns que ainda vão concluir a vida antes que a natureza decida levá-los.
São pessoas que estão explorando novos horizontes...
NOTA: É sempre bom retomar o que eu disse no início: "espero que você não concorde com este texto. Mas espero que entenda onde está indo minha mente e que não pense que eu sou tão louco assim".
terça-feira, janeiro 24, 2012
A verdade é?
Sinceramente, qualquer cidadão consciente consegue visualizar situações que acontecem em nossa querida cidade de Santa Maria, e que, passam “despercebidas” por parte da Prefeitura Municipal, que na maioria das vezes, é o poder competente para solução de tais problemas.
Referindo-me ao trânsito em nosso município, como todos nós sabemos, é um cenário caótico que se arrasta a cada ano, e nada é feito, felizmente, em 2011 iniciaram mudanças com inclusão de sinaleiras, pinturas de faixas, etc., que mostram um empenho por parte do gestor público em fazer o mínimo, mas não é só por aí que as coisas mudam, e creio não estar errado e não ter o pensamento único.
Fui contrariado, pois isso é questão de “educação”, que o povo de Santa Maria é mal educado, palavras essas, de determinado assessor do Prefeito Municipal, tudo bem, até pode ser (eu tenho consciência que não sou mal educado, agora quem sabe esse não está rodeado de más amizades?), mas se o cidadão não é consciente, desrespeita as leis, não seria DEVER do Poder Público penalizá-lo quando acionado, aplicando as leis existentes, no caso, através da fiscalização de trânsito?
Esse é outro ponto lamentável em nosso Município, é praticamente inexistente, as justificativas para tal ineficácia da fiscalização são as mais diversas, por parte do Poder Público, preponderando a falta de efetivo, e aí pergunto, por qual motivo não fazer concurso público para preenchimento de uma demanda muito grande da cidade? Será que estão morando em outro Município? Ou será que não existem demandas?
Mas algo que me deixou muito frustrado, e aí penso que, como acadêmico de Direito que tudo o que aprendemos, ou quase tudo, é demagogia, pois quando fiz essa ponderação, que creio ser válida (ora, aprendi que, se o cidadão não respeita a lei deve ser penalizado), esse mesmo membro do governo vem dizer que “é um deboche” minhas considerações, pois ele diz “ter fiscal para cuidar de mal educados”, mas aí pergunto, não é esse o DEVER? Falar algo correto, ou não do ponto de vista dele, é um “deboche”?
Queria entender se, eu, como cidadão, que sei dos meus direitos e deveres estou errado, ou se, um assessor que parece viver “longe” da cidade é quem tem real conhecimento das situações presenciadas DIARIAMENTE?
Sugeri a esse que, ligue para a Gerência de Trânsito, sem identificar-se como funcionário do Prefeito, para que verifique qual será o tratamento dado, ou melhor, a PROVIDÊNCIA tomada.
A culpa é de quem? Não sei, só tenho certeza que não é dos agentes de trânsito, afinal, tiveram que suar e muito para ocupar um cargo público através de concurso, mas talvez seja de outras pessoas que não vivem em nossa Santa Maria, estão aqui por motivos “desconhecidos”.
Desculpem-me o desabafo, mas é de um jovem acadêmico, que nasceu mora e pretende morar em Santa Maria, que percebe situações totalmente contraditórias a lei, mas que, nada é feito, com alegações falhas, improcedentes e que devem ser coibidas, afinal, não vivemos mais em tempos que, políticos tentam calar a boca dos outros com qualquer justificativa besta, tornando uma terra sem lei!
Ah, vou escrever um artigo relacionando a “I”legalidade e o trânsito de Santa Maria, vamos ver se, pautado na legalidade e moralidade, esse passa a compreender o pensamento.
LUCAS SACCOL M.
sexta-feira, janeiro 06, 2012
O RS não tá pra peixe!
Ao chegar de viagem pela parte da tarde, peguei as correspondências na caixinha do correio e os jornais. No Diário de Santa Maria estava a charge anexada acima, brilhante, é claro, como toda boa charge, mas como era de se esperar, também cumpre um de seus requisitos: caricaturar algum acontecimento em especial.
Viajando pelas pradarias do RS - Uruguaiana, Quaraí, Rosário do Sul, Santana do Livramento - deu pra ver que a coisa não tá pra peixe, nem pra boi, nem pra soja, nem pra pasto, nem pra nada! Mi querido Rio Uruguay está dando pra atravessar caminhando! E pior, a previsão do tempo não marca um pingo d'água! São perdas em plantações com mais de 70% da safra. Mais de 43 cidades declararam situação de emergência.
Pra quem pode, a solução é pegar o carro e fazer como canta o Armandinho: "Eu pego a freeway e vou dar um banho lá no pier de Tramanda", agora pra quem não pode: senta e espera a próxima charge.
Buenas!
quarta-feira, janeiro 04, 2012
Olá Pessoal! Bem Vindos ao Picasso do Pedaço!
Esperamos que vocês gostem de nosso blog. Nele trataremos de assuntos diversificados. Desde polêmicas de jornais, música, cultura pop, pérolas do cotidiano, assuntos engraçados, filmes, acontecimentos históricos, filosofia, humor,descobertas cientificas,resenhas literárias entre outros.
Nosso blog terá quatro autores: Camilla Milder, graduada em Comunicação Social - Jornalismo pela UFSM e atualmente mestranda em Patrimônio Cultural na mesma instituição; Cirilo Hoch, acadêmico de história na UFSM; Jeferson Balbueno, acadêmico de administração na Ulbra e Eduardo Milder, acadêmico em Psicologia na Ulbra.
Esperamos que vocês gostem de nosso trabalho.
Um abraço.
Equipe Picasso do Pedaço.
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